Bruno de Carvalho: «LÍDER QUE É LÍDER TEM DE ASSUMIR NESTAS ALTURAS»

Presidente do Sporting explica porque assumiu para si todas as responsabilidades do empate em Guimarães.

“Se sou presidente do Sporting para aquilo que são os momentos, independentemente de nós olharmos para as coisas e sabermos o que custa criar uma mentalidade de campeão, porque quando nós nos arrastamos muito tempo dessa realidade é normal que essa mentalidade demore um bocadinho mais a ser incutida. E nós estamos, de uma forma muito rápida, para aquilo que as pessoas estavam com esperança, a incuti-la, a fazê-la. Por algum motivo, nestes últimos dois anos [com Jorge Jesus] fizemos sete clásicos e ganhámos seis. Não era uma realidade dos últimos anos do Sporting. Isto são os custos normais do que é a criação de uma mentalidade campeã”, começou por referir.

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“Contentes? Claro que não. É uma desculpa? Claro que não. Agora, sempre assumirei no Sporting as minhas responsabilidades. Sou o líder máximo do clube. Sei perfeitamente que foi algo não me deixou em depressão. Era uma das características que o Sporting tinha. Como não se identificavam muito com o projeto, como não acreditavam muito no que estava a acontecer, o Sporting rapidamente passava dos 8 aos 80, de um estado de euforia a um estado de depressão. Senti necessidade porque as pessoas estavam todas à espera de ter o jogo ganho e acabámos por empatar. É uma coisa normal do futebol mas é também normal nós percebermos o que vai na mente e na alma dos sportinguistas. Estavam tristes, como é lógico. E tem de se assumir. Sem problema absolutamente nenhum. E líder que é líder tem de assumir nestas alturas, sabendo perfeitamente que tenho uma fé inabalável pelo trabalho que vejo diariamente, desde o treinador à restante equipa técnica, até aos atletas”, frisou.

“Continuo com a minha fé inabalável de que iremos cumprir os objetivos. Repito: com humildade mas personalidade, com os pés assentes na terra mas com ambição. Temos de ter sempre estas características exatamente para depois não sermos surpreendidos. Porque a mentalidade de campeão é isso: é conseguirmos dominar todas as nossas características emocionais enquanto indivíduo. Estamos a lidar com pessoas, não com robôs. E estamos a lidar com um clube onde ser campeão tem de voltar a ser a normalidade e infelizmente não o é. Mas é para isso que estamos a trabalhar e temos a certeza de que no futuro será assim”, finalizou.

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