” Vou ter de falar com Acunã… “

Internacional argentino foi expulso já na parte final do encontro com o Gil Vicente em encontro a contar para a 2ª jornada da Taça da Liga.

O treinador do Sporting questionado sobre a expulsão de Acunã por protestos Silas reagiu e admitiu que irá conversar com o defesa.

” É um jogador que vive muito o jogo. Naturalmente tem de melhorar. Ele acaba por cometer alguns erros e poderia ter prejudicado a equipa. Vou ter da falar com ele, porque já não é um miúdo. Também não é nada que também não tivesse acontecido a mim. Acho que ele tem de repensar, porque nós até chegámos ao segundo golo, mas também poderíamos ter sofrido “, afirmou Silas.

Wendel

Frederico Varandas admite aceitar propostas de 20 milhões por 80% do passe do médio brasileiro.

Segundo adianta o jornal O Jogo, a direção liderada por Varandas tem referido aos agentes que o mínimo para deixar sair Wendel de Alvalade são 20 milhões de euros.

Além do valor exigido, há outra particularidade: o Sporting quer também ficar em posse de 20% dos direitos desportivos de Wendel, com o objetivo de ser ressarcido, caso o jogador veja o seu valor de mercado subir.

Recorde-se que o Flamengo já surgiu como um dos potenciais interessados em Wendel, que custou aos cofres do Sporting 8,7 milhões de euros.

Silas mexe em meia equipa

Para o encontro com o Gil Vicente da segunda jornada da Taça da Liga o treinador dos leões faz seis alterações relativamente ao último jogo que o Sporting perdeu por 3-1 com este mesmo Gil Vicente.

Equipa titular:

Renan; Ristovski, Coates, Neto e Acuña; Miguel Luís, Doumbia, Wendel e Bruno Fernandes; Bolasie e Luiz Phellype.

Suplentes:

Maximiano, Ilori, Rosier, Eduardo, Rafael Camacho, Vietto e Jesé.

” Bruno de Carvalho revolucionou o Sporting … “

Augusto Inácio deu uma entrevista ao jornal A Bola onde falou da sua passagem pelo Sporting na Presidência de Bruno de Carvalho.

Acompanhou Bruno de Carvalho na primeira candidatura em 2011, depois foi diretor para o futebol em 2013. Saiu em 2015 e regressou logo após os incidentes de Alcochete. Que Sporting encontrou?

– Sim, estive com Bruno de Carvalho nas de 2011, que ele só perdeu… teoricamente. E digo isto porque não tenho qualquer dúvida de que ganhou. E essa é uma mancha na história das eleições que nunca se apagará. Depois, em 2013, voltámos e encontrámos uma situação muito complicada. E Bruno de Carvalho, com pouco dinheiro, conseguiu boas prestações no futebol. Os orçamentos eram de 20 e picos milhões de euros no primeiro ano e 20 e tal no segundo. Lutámos por títulos, conseguimos o segundo lugar, apurámo-nos para a Champions com Leonardo Jardim, correu bem.

– Depois, com a chegada de Jesus, o orçamento passou de menos de 30 milhões para quase 80!

– Sim, houve investimento. A minha impressão é que esse campeonato foi tirado ao Sporting nos bastidores. Fez 86 pontos, o que nunca tinha acontecido. No segundo ano, já não foi tão feliz e depois o terceiro que acaba como todos sabemos.

– É quando Inácio regressa, uma semana após Alcochete…

– Sim, logo após a Taça. A ideia principal para o meu regresso era tentar resgatar os jogadores que queriam rescindir ou já tinham rescindido com o Sporting. É nessas condições que vou. Entretanto o Bruno sai e eu ainda fico com Sousa Cintra. Mas o papel de resgate já não o tive com o Sousa Cintra. Ele tinha outras pessoas.

– Mas que Sporting encontrou?

– O que acha? Era um Sporting numa fase muito difícil, com jogadores a rescindir contratos. Falei com alguns e fiquei com a sensação que ficariam ou voltariam. Agora, goste-se ou não: os jogadores que vieram, tirando o Bruno Fernandes (há ali outra história com empresários e tal)… todos os outros só voltaram porque vinham ganhar muito mais dinheiro. Se não… não voltavam. Bas Dost, que tanto se queixara do medo, da insegurança, do receio pelos filhos e pela família, de andar na cidade de Lisboa, passou de 1,8 milhões/ano para 3,2. E, aí, já não havia insegurança com os filhos, nem medo de andar na cidade… Podem ficar ofendidos, mas esta é que foi a verdade.

– Ainda assim os regressos eram bom negócio para o Sporting. Afinal, iam sair a custo zero…

– Não é por aí. O que quero dizer é que se a história fosse: ganhas dois mil e voltas continuando a ganhar dois mil, eles não vinham. E as pessoas ficaram naquela de que eles voltaram porque já não estava o Bruno de Carvalho. Nada disso! Vieram porque vieram ganhar mais dinheiro. Que eram mais valias, eram. Como se percebe com as saídas de Raphinha e de Bas Dost… O plantel ficou ainda mais curto.

– Em 2018, é já um Bruno de Carvalho emocionalmente instável a liderar o Sporting. Há aquele episódio após a derrota com o Atl. Madrid e todas as histórias até ao caso de Alcochete. Sentiu essa mudança na personalidade e na maneira de estar de 2011 para 2018?

– Só gosto de falar do que vivi com as pessoas. Faço apreciações pelo contacto direto e diário e não pelo que se diz aqui e ali. Eu não conhecia Bruno de Carvalho. Recebi uma chamada dele a informar-me que queria candidatar-se e a mostrar vontade de falar comigo e mostrar-me o seu programa. Acedi. Foi na Mealhada que nos encontrámos. Comemos uma sandes de leitão e falámos durante três ou quatro horas. Mostrou-me o organigrama e o programa. Tinha 120 pontos e eu estava de acordo com 118. Era o que eu também achava que o Sporting precisava.

– Como foi essa conversa com Bruno de Carvalho?

– Perguntei-lhe: “É mesmo isto que vai fazer?” E ele respondeu-me: “Se não for isto, podes ir para as televisões rasgar-me todo; vou cumprir isto!” E eu: “Se é isto, então estou consigo.” Não fui atrás de Bruno de Carvalho, fui atrás do programa de Bruno de Carvalho. Mas sabia que era difícil ganhar, porque ninguém o conhecia. Podiam conhecer-me a mim, mas não a ele. E do outro lado estavam Godinho Lopes, Luís Duque, Carlos Freitas, tudo pesos-pesados. O que é certo é que todo o trabalho de esclarecimento feito, em todo o lado, nos núcleos, teve frutos. Fiquei a admirar a raça e o espírito de união que ele tinha. Não ganhámos em 2011, ganhámos nas seguintes. E, quer queiram, quer não, ele revolucionou o Sporting. Trouxe as pessoas para as bancadas, pôs as modalidades num nível competitivo raramente visto. Houve um ano em que as modalidades ganharam tudo!

– E o Sporting podia pagar isso tudo? Um dos últimos atos foi a tentativa de contratar Ricardinho para a equipa de futsal, pagando-lhe 5 milhões de euros…

– A alma competitiva estava lá. E havia vitórias. Havia orgulho no Sporting. Os outros também gastam milhões e não ganham.

Fonte: abola.pt

Bruno Fernandes e Eduardo pegaram-se

Bruno Fernandes e Eduardo desentenderam-se na parte final do jogo com o Gil Vicente, trocando gestos e palavras por diversas vezes, numa discussão acesa e prolongada.

Desagradado com o comportamento do companheiro de equipa, o capitão dos leões chamou a atenção do banco leonino, onde estava o treinador Silas, e chegou mesmo a apontar na direção do balneário, dando a atender que o assunto voltaria a ser debatido mais tarde.

No final da partida, quando os jogadores leoninos se dirigiam para as cabines, Beto, team manager do Sporting, aguardou por Eduardo e logo ali trocou algumas palavras com o médio, enquanto Bruno Fernandes passava ao lado de ambos para se dirigir até ao local onde decorreram as entrevistas rápidas.

O treinador Silas foi confrontado com o desentendimento entre Bruno Fernandes e Eduardo e deu a sua versão sobre o sucedido, desvalorizando um pouco a cena: «São situações que acontecem em todo o lado. A frustração do resultado, mas não é a primeira nem a última que isso acontece. Os jogadores estão a perder e querem ganhar, mas acho que é uma situação natural.»

Fonte: abola.pt