Silas promove três jogadores

Treinador do Sporting fez o anúncio que três jogadores dos sub-23 irão passar a fazer parte do plantel principal.

Rodrigo Fernandes, médio defensivo, de 18 anos, Matheus Nunes, médio ofensivo, de 21 anos, e Pedro Mendes, ponta-de-lança, de 20 anos, foram promovidos da equipa sub-23 à equipa principal do Sporting e passarão a fazer parte do grupo de trabalho de Silas até ao final da época.
O anúncio foi feito pelo próprio treinador, esta tarde, em declarações à Sporting TV, na antevisão ao jogo com o Rosenborg. Silas esclarece que, pontualmente, os três jogadores ainda vão treinar e/ou competir pelos sub-23 mas a ideia é que, daqui para a frente, possam concorrer por uma oportunidade na equipa A.

Bas Dost

Avançado holandês deu uma entrevista à revista alemã Kicker  onde falou da saída do Sporting e da invasão de Alcochete onde chegou mesmo a rescindir contrato depois deste incidente.

“Depois de dois anos em Lisboa, eu e a minha namorada concordámos em ficar lá para sempre. Eu era importante no Sporting, marcava golos, adorava a cidade e o tempo. Tudo corria bem”, começou por contar Dost, antes de relatar o ataque ao centro de treinos leonino:

“Nessa altura fiquei com muito medo de andar na rua. Rescindi contrato, como outros jogadores fizeram, mas a minha namorada estava grávida e o nosso filho nasceu em julho. Falámos muito e acabámos por ficar. Mas quando o Sporting me disse no início da época que me queriam vender, pensei imediatamente na Alemanha” afirmou Bas Dost.

Fica assim a ideia que o avançado holandês foi mesmo empurrado para sair do Sporting.

Sousa Cintra

Sousa Cintra deu uma entrevista à TVI onde abordou o actual momento do Sporting.

O antigo Presidente do clube criticou Frederico Varandas e não se conteve nas criticas.

” Frederico Varandas não está a conduzir bem os destinos do clube. Não tem jeito para ser presidente do Sporting. O Sporting é um grande clube e é preciso saber governar o Sporting. Não é normal ter cinco treinadores. Não é normal mandar embora um dos maiores goleadores do clube. ”

Sousa Cintra comentou ainda o fim do apoio do clube às claques e recordou o que fez quando chegou ao clube depois dos acontecimentos de Alcochete.

” Quando aconteceu o incidente de Alcochete chamei as quatro claques e fizemos um acordo fantástico. Até fizeram um comunicado a demarcar-se do que tinha acontecido em Alcochete. Não estou a defender as claques. No meu tempo, as coisas resolveram-se com diálogo e foram tempos difíceis. Foi assim que conseguimos. Também nunca se resolveu nada com guerras. “

Juve Leo emite comunicado

A maior claque do Sporting já reagiu à decisão da direcção do Sporting em cortar todos os apoios à Juve Leo e ao Directivo XXI.

Leia o comunicado da Juve Leo na íntegra:

“A Associação Juventude Leonina, por intermédio da comunicação social, tive conhecimento de que o protocolo celebrado entre a mesma e a direção do Sporting Clube de Portugal foi objeto de resolução.

Esclareça-se antes demais, para os devidos efeitos, que a claque Juventude Leonina data de 1976, muito antes de existirem protocolos, apoios diretivos ou representantes de adeptos com cargos diretivos, que a curva sul é hoje uma realidade com identidade inconfundível e objetivo comum. Por conseguinte, esta posição tomada pela Administração do Sporting Clube de Portugal só representa, uma vez mais, a falta de rumo de um clube sem liderança, assente em incompetência e que necessita apenas de “bodes expiatórios” para se livrar de atenções indesejadas.

O comunicado emitido pelo Sporting Clube de Portugal é só mais um episódio triste da Direção deste clube que apoiamos incondicionalmente. Por essa razão, cumpre-nos desde já esclarecer toda a comunidade Sportinguista do seguinte:

1. Os estatutos da Associação JL são soberanos no que diz respeito aos objetivos prosseguidos: apoiar todas as equipas do Sporting. Em lado algum se encontra o dever de apoiar Direções.

2. Ainda assim, e em rigor, a contestação que atualmente se faz notar provém dos adeptos em geral, e não em particular de nenhuma claque, e dirigida à atual direção. O apoio aos jogadores e equipas técnicas é incontestável, aliás, assim se viu recentemente num jogo com uma equipa da 3ª divisão (atual Campeonato de Portugal) em que o Sporting Clube de Portugal perdeu 2-0, pelo que, a pergunta a ser colocada é antes: Será do apoio ou da má gestão que tais resultados têm sido recorrentes? É do apoio ou da má gestão que se prepara uma época com amadorismo (quantos jogos ganhou o Sporting na pré-época?) e se vendem titulares no último dia do mercado, sem que se informasse sequer esses mesmos jogadores (veja-se o caso do Raphinha)? É do apoio ou da má gestão que se perde uma Supertaça por números absurdos e aparece um Presidente a dizer que não está preocupado? E quando existem resultados ininterruptamente negativos e lesivos à boa imagem do Sporting? Que líder aparece para falar? É um problema de claques quando se comunica à CMVM a resolução de contrato de trabalho de um treinador e por duas vezes não se acerta no nome da pessoa? É um problema de claques quando por “lapso” não se faz referência a um feito inédito de um atleta de judo campeão do mundo na edição do jornal oficial do clube?

Sporting emite comunicado

Última Hora – Sporting termina protocolos com as claques Juve Leo e Directivo XXI

A direcção presidida por Frederico Varandas explica esta decisão ” escalada de violência que culminou com tentativas de agressões físicas a dirigentes e outros adeptos do Sporting.”

Comunicado na íntegra:

«O Sporting Clube de Portugal e a Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD informam que, na presente data, resolveram, com efeitos imediatos, os protocolos celebrados, no passado dia 31 de Junho, com a Associação Juventude Leonina e com o Directivo Ultras XXI – Associação.

Esta resolução é determinada em virtude da escalada de violência que ontem culminou com tentativas de agressões físicas a dirigentes e outros adeptos do Sporting Clube de Portugal.

Regista-se também o incumprimento sistemático, por aqueles Grupos Organizados de Adeptos (GOA), das diversas obrigações que para si resultam dos referidos protocolos, nomeadamente a obrigação prevista na cláusula 3.1., mediante a qual “O GOA obriga-se a que os responsáveis dos GOA, os Sócios SCP dos GOA ou simpatizantes cumpram a lei (nomeadamente a Lei n.º 39/2009 de 30 de Junho, na redacção resultante da Lei n.º 52/2013, ou outra que venha a suceder-lhe), os Estatutos do SCP e os Regulamentos, no respeito das Instalações Desportivas do SCP e das pessoas e bens e o disposto no presente protocolo”, de que são exemplo as multas suportadas pelo SCP e SCP – Futebol, SAD por comportamento dos adeptos.

Mas, mais importante ainda do que estes factos, a resolução é determinada por aqueles GOA terem vindo a faltar sistematicamente no apoio devido aos atletas do Sporting CP, nomeadamente da equipa principal de futebol, razão primeira da celebração dos referidos protocolos. Com efeito, a única razão de fundo para a celebração dos protocolos é permitir aos GOA as melhores condições para o apoio aos atletas das equipas do Sporting CP; e, faltando esse apoio, falta, naturalmente, a razão de ser da vigência do protocolo.

O SCP e a SCP – Futebol, SAD cumpriram, integralmente, os protocolos; e esperavam da Associação Juventude Leonina e do Directivo Ultras XXI – Associação igual cumprimento integral.

O Sporting Clube de Portugal é uma instituição centenária, que sempre fez o seu trajecto no respeito do Desporto e que não pode compactuar com comportamentos violentos, contrários à lei e que apenas contribuem para o afastamento dos restantes Sócios e adeptos dos recintos desportivos. O Sporting Clube de Portugal rege-se pelos seus princípios e não abdicará deles, por muito difícil que seja alterar hábitos e privilégios antigos e sem qualquer justificação dentro do Universo Sportinguista.

Procurámos, com o máximo de abertura possível e pensando exclusivamente no apoio às nossas equipas, reformatar a relação que vinha sendo mantida com os nossos GOA e reformulámos os protocolos de relacionamento, reduzindo benefícios e aproximando os membros dos GOA dos direitos e obrigações que os demais Sócios do Sporting Clube de Portugal têm.

O futuro do Sporting CP define-se inevitavelmente nas decisões que tomarmos hoje e há coisas que já não podem ser toleradas, menosprezadas e que temos de enfrentar com coragem e lucidez. Não decidir será causador dos maiores danos para o destino do Clube.

O presente do Clube é também uma consequência do seu passado. Os crimes cometidos em Alcochete e que se traduziram no maior ataque desportivo, financeiro e humano ao Sporting Clube de Portugal estão na memória de todos e a História não se apaga. Foram dezenas de milhões de euros de prejuízos, danos reputacionais inestimáveis para a imagem, nome e marca Sporting CP. Foi a página mais negra da História do Sporting Clube de Portugal com um impacto muito negativo para o bom nome do Clube, infelizmente com consequências que perduram e dificultam a relação do Clube com outros clubes, dirigentes, agentes, jogadores e treinadores. Mas o que aconteceu tem de servir para que se retirem ilações e devemos, no limite, aprender com essa tragédia. Aprender implica não repetir os erros do passado e não tolerar as tentativas de repetição como o ocorrido na mais recente invasão à garagem em Alvalade. E com que intuito? Mais agressões, mais rescisões, mais perdas.

Uma claque, seja ela qual for, tem uma função: apoiar as equipas do clube. Se é usada para outros fins, se ameaça sócios nos estádios, recintos e assembleias gerais, se usa a violência física ou verbal contra atletas, treinadores, técnicos, dirigentes e outros sócios, se essa violência é gratuita ou patrocinada, se essa violência é espontânea ou instigada, se acha que está acima dos outros sócios, se ataca e desvaloriza o clube e o seu bom nome, se causa prejuízos de milhões de euros ao clube, se faz com que o clube pague centenas de milhares de euros em multas, se é notícia pelos piores motivos, se nem sequer apoia o Sporting Clube de Portugal, se faz com que os atletas sintam que “jogamos sempre fora”, então não está a servir o Sporting Clube de Portugal, então não está a desempenhar a função para que foi criada.
Por fim, está em dívida a segunda prestação relativa à regularização da bilhética de 2018/2019, vencida em 9 de Outubro passado, facto que origina, nos termos da Lei, o vencimento automático de todas as demais prestações previstas no Anexos aos Protocolos.

Assim, decidiu o Sporting Clube de Portugal, a bem dos seus Sócios, atletas, dos seus profissionais, a bem dos superiores interesses desportivos e financeiros do Sporting Clube de Portugal, e do seu futuro, terminar, com efeitos imediatos, o protocolo existente com quem violou dolosamente e conscientemente obrigações desse mesmo protocolo, com quem violou os estatutos do Sporting Clube de Portugal, com quem violou a lei da República Portuguesa, com todas as consequências que daí advirão.

Esta é uma questão muito séria, não exclusiva do Sporting Clube de Portugal, e que a partir dum certo momento tem de ser tratada pelo Estado Português. A violência no desporto e os meios de combate à mesma não são uma questão que o Clube deva tratar sozinho. Mas esta não é também uma questão somente do Estado Português, porque a violência no desporto preocupa e muito as mais altas instâncias do Futebol Mundial, UEFA, FIFA. Em inúmeros Estados Europeus, nomeadamente em Inglaterra, houve coragem para lidar, combater e erradicar a violência dos estádios e recintos desportivos.

Esta questão é demasiado séria. Apelamos que, não obstante divergências legítimas, independentemente de críticas que sejam justas e que reconhecemos, apesar de protestos e críticas razoáveis e pertinentes da massa associativa que humildemente aceitamos, haja o maior sentido de responsabilidade. Apelamos ao mais elevado sentido de Estado para quem quer verdadeiramente o bem-estar do Sporting Clube de Portugal. Apelamos ao mais profundo e genuíno Sportinguismo de todo e cada Sócio do Sporting Clube de Portugal.

Esta é uma questão estrutural para o presente e futuro do Sporting CP e não meramente conjuntural. Apelamos a todos os sócios do Sporting CP para que não se faça demagogia com este tema, para que não haja nenhum tipo de oportunismo político em torno desta questão. O Sporting Clube de Portugal não merece isso. Nenhuma divergência com qualquer Direcção ou dirigente justifica uma alta traição ao próprio Clube numa questão desta gravidade. Este é um problema que, a bem de todos, a bem do Sporting Clube de Portugal e até do Futebol Português, tem de ser resolvido.

Esta Direcção enfrentou condições muito difíceis e a nossa missão é  apesar do contexto pós-Alcochete, apesar do que fizeram de mal, de muito mal ao Sporting Clube de Portugal – a de entregar o Clube num estado melhor, bem melhor, do que aquele em que o recebemos. Essa é a nossa missão.

Dissemos e reafirmamos que nunca, mas nunca, nos faltará a coragem para protegermos e defendermos o Sporting Clube de Portugal seja do que for, seja de quem for.

E apesar das ameaças, da coacção, das injúrias, dos insultos, apesar dos riscos, apesar de tudo, consideramos que temos todos, mas todos, de enfrentar este problema que se arrasta e que se agrava a cada dia que passa, esperando uma regeneração, um novo rumo, da parte de quem quer realmente apoiar o Sporting Clube de Portugal.

Esta é uma questão em que os Sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal devem estar verdadeiramente unidos. É altura de dizer basta. É altura de tomar uma posição. E a única posição possível é a de defender o Sporting Clube de Portugal.
Hoje, lamentando profundamente este desfecho, escolhemos o Sporting Clube de Portugal.»